Voto Consciente?

Às vésperas das eleições, como de costume, nos procurou (ao nosso pré-vestibular Popular) uma candidata. Ela fazia questão de enfatizar, no entanto, que o motivo da sua visita não era pedir voto, longe disso, mas falar da importância do “voto consciente”.
Creio que não seja nem preciso dizer que votar consciente, nestes termos, era o mesmo que votar nela... Repetia assim, aquela senhora, o velho jargão: “A culpa é do povo que não sabe votar.” E mais uma vez o povo era o grande culpado pela situação do país. É óbvio que quem fala assim não se considera povo. Há mesmo aqueles que avançam e afirmam: “Tem mais é que sofrer mesmo, povo burro!”.

Bom, na condição de EDUCADOR e, portanto, de alguém que tem o dever de acreditar em EDUCAÇÂO, tentei travar ainda algum diálogo com a referida senhora. Dizia eu àquela altura algo como: “A coisa não é tão simples assim” ou “Existem outras formas de olhar para isso...”, ao passo que ela retrucou, dizendo a grande pérola nacional:

- “Mas se o povo soubesse votar já seria um começo...”.

Desisti então daquele diálogo impossível, uma vez que estava diante de alguém que não estava aberto a discussão, buscando apenas conseguir votos. Despedi-me e fui dar a minha aula - um ato político-, coisa que eu realmente acredito. Assim fazendo, livramos por mais uma eleição a nossa organização das garras dos políticos profissionais, da fome eleitoreira dos abutres partidários, pois o pré-vestibular Popular deve ser independente, ainda que sejamos um movimento político.

Bom, saber votar não é o começo. Antes é preciso se indagar sobre o que é o voto, é preciso se discutir o que é Democracia, e ainda, que tipo de Democracia estamos dispostos.

Não estamos aqui discutindo o voto pelo voto, sua importância ou não. Não o nego, não o invalido, mas também não partilho desse otimismo eleitoral. E a propósito:

- O que é mesmo esse negócio de votar consciente?

Há quem diga que voto consciente é voto nulo. Não digo nem que sim, nem que não.
Aos adeptos do voto nulo, costuma-se dizer que o poder continuará a ser exercido, com o seu voto ou não, e que continuaremos obrigados a pagar impostos (isso pelo menos até a ocorrência de um grande movimento de massas, que boicote o estado e assuma o poder) . O voto nulo, nesse sentido, não se basta a si mesmo, não sendo necessariamente um ato político - de declaração formal da descrença no sistema e da não conivência com o mesmo-, uma vez que muita gente vota nulo por indiferença mesmo. Alguns dirão, no entanto, que a indiferença também é um ato político. Uma distinção entre ato político e ato com implicações políticas talvez seja válida.
Não acreditar nas vias legais da política não é o mesmo que negar a sua existência e, portanto, a sua influência na vida de todos/as. Os que assim acreditam, devem ancorar sua crença numa prática política alternativa, conseqüente, sob pena, do contrário, de se fazerem esquizofrênicos ou mesmo irresponsáveis.
Mas daí a dizer que o voto nulo é um “atentado a democracia” é demais, afinal, não existe NADA MAIS ANTIDEMOCRÁTICO QUE O VOTO OBRIGATÓRIO!

Mas se por um lado, às vezes, o voto nulo pode ser sinônimo de indiferença, isso não torna automaticamente o voto não-nulo em comprometimento político, de maneira alguma. Sabemos bem que no Brasil existem pessoas que votam num candidato/a por que receberam uma cesta básica, tijolos e alguns sacos de cimento, ou o concerto da dentadura. Tem gente que vota no candidato/a, por achá-lo bonitinho/a, porque o/a achou simpático/a, porque parece gente honesta... Há ainda aqueles que votam no vizinho ou no parente pra dar uma forcinha, e quem sabe, garantir um futuro emprego. Outros votam em qualquer um mesmo, no santinho que recebeu na rua, já que é obrigado a votar. Ora, isso também não é uma profunda indiferença e irresponsabilidade? Atitude muito distante de uma real consciência política e democrática.

Mas vejam: eu nunca passei fome e sempre estudei em boas escolas...

Para quem ainda vota em candidatos/as, vale dizer que apesar da honestidade ser um valor fundamental, ela não basta. Existe um dito popular que é assim: “O inferno está cheio de gente bem intencionada”... É interessante ver também se o seu candidato/a teve alguma ligação com a ditadura, pois tem uma porção de gente que participou dela e hoje fala em nome da Democracia, do direito a liberdade...
Mas não basta olhar o candidato, é preciso olhar também o partido. Estes costumam se dividir entre direita, esquerda e cento. Por esquerda, costuma-se dizer os partidos comprometidos com a transformação da nossa sociedade, e por direita, os comprometidos com a conservação da mesma. Então, se você não anda muito satisfeito com as coisas ultimamente, e acredita no voto enquanto recurso da luta política, fica uma pista de quem votar.
É preciso se estudar também as propostas dos/as candidatos/as e, nesse sentido, não basta que se diga o que se pretende fazer, mas como fazer. Mais uma vez, boas intenções declaradas não bastam. Afinal, você já viu alguém tentando se eleger prometendo diminuir o salário mínimo?...
Quanto ao centro, bom, dizem que ele é a direita envergonhada... O exato meio não existe, é impossível, na hora da “verdade”, todos se revelam. Há também aqueles que dizem que isso de direita e esquerda já não existe, que é tudo “farinha do mesmo saco”. Será verdade isso?

- OS PARTIDOS SÃO TODOS IGUAIS?

- OS POLÍTICOS SÃO TODOS CORRUPTOS?

- E, caso a resposta seja sim, então o que fazemos com isso?...

Disse tudo isso, na verdade, para dizer algo muito simples: nossa participação política não se esgota nas urnas. SOMOS TODOS/AS POLÍTICOS, candidatos/as ou não. A política já existe antes das eleições e continua existindo depois dela.


Rodrigo Quaresma.

Barack Obama......... Aqui, a vitória negra não acabou em festa

Barack Hussein Obama, 44º Presidente eleito para governar os Estados Unidos. Quem de nós ainda duvida de sua origem negra? Pois é, ele é o primeiro negro na história dessa nação a ocupar o cargo mais importante para o mundo. A Presidência dos Estados Unidos.

O mundo está festejando, e nós o que estamos fazendo? Vários países, principalmente, do continente da África, estão em festa comemorando esse fato histórico, pois, no campo da simbologia reacende possibilidades propositivas para a humanidade, contrário, portanto ao autoritarismo político, econômico e militar, marcas impositivas de governabilidade entre os Estados Unidos e o restante do mundo.


E para nós brasileiros (negros e negras) que importância tem para a nossa nação a eleição de Barack Hussein Obama, em que aspecto será para nós positiva? Esta resposta, analisando todos os ângulos e dimensão, não deverá ser manifestada de forma apressada, logo, inconseqüente, haja vista que no Brasil, apesar do seu recente fortalecimento econômico, ainda, é um país considerado emergente em desenvolvimento e dependente das políticas econômicas Estadunidenses. Contudo, não há como negar que o fato em si representa um acontecimento extraordinário, acalentando a esperança do respeito aos Direitos Humanos, ente outros Direitos e Garantias Fundamentais, e a Soberania das demais nações.

Aqui entre nós, que durante muito tempo vivemos numa condição legitimada de escravidão, que ainda hoje assiste a perpetuação dos efeitos dessa escravidão é um choque acreditar que um dia isso fosse possível, pois, ao contrário desse acontecimento histórico, o Brasil está longe de ser uma possibilidade real de acessão no mundo da política, da economia, quanto mais um negro vir a chegar à Presidência da República.


Na verdade, as condições para a população negra em geral são péssimas (com ressalva as conquistas pessoais). Sendo assim, os negros e negras brasileiras raramente ocupam e ocuparão um espaço na classe privilegiada do Poder, seja na administração pública ou privada. Em pleno século XXI, no Brasil a condição da população negra se restringe ao patrimônio maldito herdado da escravidão. Vivemos na extrema pobreza, no “mercado informal” (a mendicância, a prostituição, a exploração infantil, o emprego desqualificado etc), além disso, nos é imposto pelo neoliberalismo (com fachada de esquerda) uma estrutura educacional degenerada com o objetivo maior (não declarado) de perpetuar o analfabetismo e, conseqüentemente, a marginalização da raça. Este sistema nos impõe como políticas públicas habitacionais as cadeias e penitenciárias (para os jovens e adultos), os asilos (para os velhos), os orfanatos (para as crianças), os manicômios (para os desajustados) tem sido os nossos lugar; construções da modernidade para o controle demográfico do excedente de cor. Conclui-se que apesar de todo avanço alcançado, digo, a “democracia”, os descendentes privilegiados da colonização brasileira ainda vêem os desdentes da escravidão como espúrias necessárias para a acumulação de riquezas.


Diante dessa realidade, precisamos refletir amiúde acerca do futuro do Brasil porque é o segundo maior país em população negra do mundo e vivemos, com algumas mudanças aparentes, no que concerne a nossa estética e cultura, como no dia seguinte da “Abolição”, sem Poder. As favelas a cada dia se multiplicam, os números de negros e negras sobrevivendo da criminalidade e da prostituição tem aumentado geograficamente. Tal situação não é diferente no governo da “Bahia de Todos Nós”. A cada momento vê-se essa consolidação do modelo opressor e degenerativo de grande parte de nossa população sem que nada de concreto seja implementado, a não ser o discurso em nome da “governabilidade”, leia-se, deixar tudo como está para não contrariar os interesses econômicos das elites.

O atual Governo não se diferencia dos outros governantes de outrora, pois, como se tem visto não existe proposta séria para a educação pública, nem para a saúde (apesar dos avanços tímidos), tampouco para a economia e o combate ao desemprego que, segundo dados estatísticos, afetam diretamente a condição humana da população negra.


Nota-se então que os negros e negras sempre tiveram um lugar que lhe é reservado (por isso, no modelo atual capitalista nunca estivemos excluídos, ao revés), qual seja, rir, segurar a bandeira da esquerda e aplaudir os governantes, entre tantas outras funções que temos executado para ganhamos o pão de cada dia. Fora isso, quantos dos que “comeram poeira” junto com o atual Governador foram chamados para ocupar postos de destaques e de confiança?


Sendo assim, em que medida podemos afirmar que a vitória do negro Barack é nossa vitória? Infelizmente, muito pouco. A repercussão parece ter sido tímida. A prova disso, que por não estarmos organizados política e economicamente não saímos para comemorar. As nossas ruas não foram ocupadas pelos blocos, nem pelo frevo, muito menos, o sambódromo anunciou a festa que o nosso Planeta preparou para o nosso Povo, nem mesmo os Terreiros de culto Afro rufaram seus tambores dando as boas novas. Enquanto isso, Barack Hussein Obama triunfantemente “fez” com que povos diversos saíssem às ruas celebrando, se abraçando e chorando de felicidade.

A forte influência das teorias marxistas, entre outras, que ajudaram a fundar as bases ideológicas dos movimentos sociais, na América Latina na formação de algumas lideranças do movimento negro, talvez, seja uma das explicações para a nossa tímida reação. Historicamente aprendemos que para sermos conscientes devemos negar tudo que seja produzido pela “América”, portanto, tendemos a fazer uma analise de que os negros dos Estados Unidos são tão-somente capitalistas e, não são diferentes de tantos outros.


Então se entende porque não estamos em festa, porque sem poder político e econômico, o que nos resta como possibilidade é ser atores coadjuvantes, figurantes no “teatro” do “Brasil de Todos” e na “Bahia de Todos Nós”. Importante lembrar que recentemente saímos de uma eleição e poucos, entre nós, votamos num candidato para vereador ou vereadora por serem negros (e ainda assim, nos orgulhamos da nossa pele, do nosso cabelo e da nossa consciência).

Para que um dia seja possível viver a possibilidade real e concreta de construímos um projeto revolucionário e libertário para o povo negro e para a nossa sociedade, é preciso que nós negros e negras nos unamos e tomemos em nossas mãos a responsabilidade de materializar este projeto, pois, para que o sonho de Martin Luther King se tornasse possível foi necessário muito mais que cotas (indispensáveis ainda entre nós). Fora a determinação de um povo, revestida de muita disciplina que fez do sonho dele, entre tantos outros, como Malcolm X, que incansavelmente lutaram dando a própria vida para que um dia os direitos políticos e econômicos tivessem ao alcance de todos.

Precisamos refletir que herança estamos semeando, pensar nas futuras gerações. É preciso mudar. Deixar de colher e acolher as “migalhas” do banquete dos poderosos.

Por: Roquildes Ramos Silveira – Estudante de Direito – Para a Disciplina de Direito Econômico. Prof. Deraldo Dias. Coordenador Geral do Sindicato dos Servidores Penitenciários da Bahia e do Núcleo Makota Veldina de Estudantes Negros da UCsal.


Negros Vamos Comemorar .......

Negros Vamos Comemorar... vamos comemorar o que ?? vamos comemorar que por causa das cotas temos mais pessoas nas salas das universidades.... vamos comemorar pq com diplomas universitarios.. negros podem arrumar melhores trabalhos... vamos comemorar que agora querem criar cotas para concurso publico.... vamos comemorar que Obama foi Eleito presidente dos EUA...... vamos comemorar que a proxima Copa do Mundo vai ser na Africa..vamos comemorar que com isso as pessoas vao conhecer as culturas africanas mais a fundo.... Vamos Comemorar negros...

ué.. mais quem disse que isso é vitoria dos negros ?!!?? Vamos festejar que todo dia morre uns 10 garotos por bala perdida ou no trafico no rio de janeiro... vamos festejar que o governo nao investe em educaçao publica de qualidade a decadas e prefere medidas paliativas ou de marketing para camuflar a realidade.. vamos festejar que com as cotas o negro entrou na faculdade.. só que como ele vai se manter la dentro?!?! ahhh ja sei ele estuda de tarde na faculdade pelas bolsas do prouni.. ja que os horarios fonecidos pelas universidades que aderem o programa sao os que os alunos menos preferem..... vamos comemorar.. que assim com horarios flexiveis das faculdades ele pode ser avianzinho de madrugada .. dormir de manha e estudar a tarde... que beleza hein!!! mais se ele naum quiser.. sem problemas.. ele se inscreve no programa de financiamento do governo federal... e depois paga em 50 anos!! Rs
Vamos Comemorar negros.. que agora com o Obama lá.. ele vai implantar o socialismo utopico nos EUA e difundir isso pelo mundo !!! \0/

podemos ou naum podemos Comemorar !?!?! a realidade mudou ou naum mudou do negro brasileiro ao longo dos anos !?!? melhorou ou naum!?!?

naum podemos resumir seculos de luta em apenas um dia .. ou achar que ja melhoramos o bastante.. na verdade conquistas ocorerram e vao continuar ocorrendo, porem é preciso olhar para o futuro com a esperança de mudanças mais concretas para o povo negro e naum apenas exclusivamente para o negro.. pq apesar de ele carecer de necessidades basicas na maioria das regioes brasileiras.. isso infelizmente naum é privilégio da populaçao negra mais sim de grande parte da populaçao brasileira.

falando sobre as eleiçoes no Rj

patético.. só mesmo patetico para falar sobre o processo eleitoral no rio de janeiro como tb no Brasil . se formos analisar detalhadamente.. pq imaginar que forças de segurança precisam vir até aki para que a democracia e o livre acesso a mesma possa ser exercido pelo cidadao é lamentavel
Quando aceitamos e enxergamos estes acontecimentos como necessarios. precisamos passar a refletir sobre qual é o papel do Estado nesta questao ?!?!

historicamente o Estado brasileiro sempre teve carater coercitivo para com a populaçao como Estado mantenedor de Ordem só que com o crescimento de poderes paralelos a açao do Estado ficamos a mercê de açoes paliativas pelo mesmo que prefere se ausentar do que utilizar de suas forças para manter a ordem de direito !!!

Acamos assim refens de situaçoes assustadoras que nos fazem relembrar a pratica de voto de cabresto feito por senhores de terra na época da jovem republica!! De que adianta o Estado só se fqazer presente na época de eleiçoes nestas comunidades!?!? E quando ele vai embora.. quem vai garantir a segurança destes cidadaos ?!?

é patetico pensar que em pleno seculo XXI temos praticas de compra de voto por carros pipa e por troca de favores... ou até mesmo por pressao de milicias que na verdade sao a representaçao do Estado Ausente...

Somente quando preocupaçao dos governates sejam garantir necessidades basicas aos seus moradores que vamos poder ver o cessar em grande quantidade de praticas eleitoreiras que em nada beneficiam a populaçao brasileira mais que ainda acontecem pq estamos atrasados em conceitos fundamentais.

Como Direito a Vida e Liberdade e é garantia do Estado Conservar estes Direitos

Segurança

Refletindo sobre a segurança no RJ é intessante notar como a policia é atacada ,e em especial o rsponsavel por relaçoes publicas da PM,que foi extremamente solicito ao dar as informaçoes sobre o caso, em questao da Pm por estes dias, mais o caro Evaristo, através do programa que ele apresenta, atacou asperamente com palavras o senhor responsavel de prestar informaçoes da PM.
Fico pensando .... o problema foi ter tirado o corpo do carro daquele jeito?!? ou foi pq a pessoa em questão se tratava de um sujeito de alto poder aquisitivo!?!?Para quem convive com a realidade de comunidades violentas ..sabe que aquele tipo de procedimento é comum.